sábado, 7 de março de 2009

Homem domestica
cavalos há 5,5 mil anos

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O homem começou a domesticar cavalos há cerca de 5,5 mil anos, segundo pesquisa realizada no norte do Cazaquistão por uma equipe internacional de arqueólogos. O estudo publicado pela revista Science e patrocinado pelas universidades de Exeter e Bristol, no Reino Unido, revela que os cavalos começaram a ser utilizados como meio de transporte há cerca de 5,5 mil anos. Os pesquisadores chegaram a esta conclusão após a análise de ossos de antigos cavalos. Também foram estudados objetos de cerâmica dos povos que habitavam esta região.
O estudo também afirmou que estes povoados consideravam os atributos físicos na hora de selecionar os animais, antes de criá-los. Já ao analisar os objetos de cerâmica, a equipe descobriu resíduos da gordura encontrada no leite das éguas, produto que ainda é consumido no Cazaquistão.
"O ato de domesticar cavalos teve uma grande repercussão social e econômica ao permitir avanços na comunicação, transporte, produção de alimentos e guerra", disse Alan Outram, da Universidade de Exeter. Para o arqueólogo, os resultados do estudo indicam que os cavalos foram domesticados mil anos antes do que se pensava.
"Esta descoberta é significativa porque muda nosso modo de compreender como ocorreu o desenvolvimento destas sociedades", afirmou.

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Pégasus, o cavalo dos deuses

A história do homem também é a história do cavalo. Já dizia Rubén Darío “Não há Alexandre Magno sem “Bucéfalo”, nem El Cid sem “Babieca”, nem Quixote sem “Rocinante”, nem poeta sem “Pégaso”.
Nasda mais justo, portanto, que dedicar umas linhas a dois destes célebres cavalos da história do homem:
Pégasus - Era o cavalo de Zeus, senhor do céu e da terra. Segundo a mitologia, o “cavalo voador” nasceu do sangue que jorrou Medusa quando a sua cabeça foi cortada por Perseu, e graças a ele pôde libertar Andrómeda. Pégasus cresceu nos prados do Monte Olimpo, a casa dos deuses, que estava situada entre Tessália e Macedónia. De cor branca, estava abençoado com asas e podia voar. Pégaso foi o cavalo mais rápido que existiu e é o símbolo da velocidade. Assim também foi o primeiro meio de comunicação e transporte aéreo.
Bucéfalo - Era o cavalo do grande Alexandre Magno, sem duvida o maior general da história. Alexandre foi quem revolucionou a arte da guerra e conseguiu unificar as cidades do estado da Grécia, excepto Esparta. Teve como professor Aristóteles. Segundo conta a lenda, enquanto chefe da cavalaria pediu a seu pai, o rei Filipe, que lhe trouxesse Cavalos de Tessália, por serem os melhores do mundo para a guerra. Bucéfalo, que era de cor negra e com uma estrela branca na frente com forma de cabeça de javali, despertava a atenção de todos pela sua beleza e rebeldia.
COISAS DO BRASIL
Puta que Pariu existe!
E dá para ir de ônibus (linha 307)‏

Fica em Bela Vista de Minas, uma cidadezinha cercada de mato no interior de Minas Gerais, perto de João Molevade. Um dos bairros tem o nome de Puta que Pariu - acredite se quiser!
O município de Bela Vista foi criado pela Lei nº 2764, de 30 de dezembro de 1962. A cidade é divida em sete bairros: Bela Vista de Cima, Lages, Serrinha, Córrego Fundo, Favela, Puta que pariu e Boca das Cobras. Podem pesquisar. É fato verdadeiro!


Quando alguém me mandar pra lá, já sei o caminho kkkkk

domingo, 1 de março de 2009

CENA ANTOLÓGICA
Quatro amigos, Ed Gentry (Jon Voight), Lewis Medlock (Burt Reynolds), Bobby Trippe (Ned Beatty) e Drew Ballinger (Ronny Cox), decidem descer de canoa um rio das florestas da Geórgia, antes que toda a região se transforme em uma represa.
Depois de advertências dos habitantes locais, num posto de combustível onde param pra abastecer, Drew participa de um duelo de banjos com um menino autista (VÊ O VÍDEO) e então eles iniciam a viagem. Se exultando inicialmente com a beleza da natureza e a emoção inicial das correntezas. No entanto, no dia seguinte, as coisas começam a tomar um rumo pior, quando Bobby e Ed decidem descansar na margem, depois de se separarem de Lewis e Drew. Dois montanheses armados saem da floresta, amarram Ed e um deles estupra Bobby. Lewis e Drew os resgatam, mas o ataque que sofreram muda totalmente o clima da viagem. Além disto o rio fica cada vez mais perigoso.
Além desse belo e antológico duelo de banjos, o filme Amargo Pesadelo (Deliverance), de 1956, dirigido por John Boorman, tem como destaque o desempenho excepcional de Burt Reynolds, no melhor papel de sua carreira.


CANÇÃO DE MIM MESMO

(SONG OF MYSELF)

(fragmentos de um dos belos poemas
de Walt Whitman, o Poeta dos Poetas)

1

EU CELEBRO a mim mesmo,
E o que eu assumo você vai assumir,
Pois cada átomo que pertence a mim pertence a você.

Vadio e convido minha alma,
Me deito e vadio à vontade...
observando uma lâmina de grama do verão.

Delícia de estar só ou no agito das ruas
ou pelos campos e encostas de colina,
Sensação de bem-estar ... apito do meio-dia...
a canção de mim mesmo se erguendo
da cama e cruzando com o sol.

Uma criança disse - O que é a relva?
trazendo um tufo em suas mãos;
O que dizer a ela?...sei tanto quanto ela o que é a relva.
Vai ver é a bandeira do meu estado de espírito,
tecida de uma substância de esperança verde.
Vai ver é o lenço do Senhor,
Um presente perfumado e o lembrete derrubado por querer,
Com o nome do dono bordado num canto,
pra que possamos ver e examinar, e dizer
É seu?

2

Com música forte eu venho,
com minhas cornetas e meus tambores:
não toco hinos
só para os vencedores consagrados,
toco hinos também
para as pessoas batidas e assassinadas.

Vocês já ouviram dizer
que ganhar o dia é bom?

Pois eu digo que é bom também perder:
batalhas são perdidas
com o mesmo espírito
com que são ganhas.

Eu rufo e bato o tambor pelos mortos
e sopro nas minhas embocaduras
o que de mais alto e mais jubiloso
posso por eles.

Vivas àqueles que levaram a pior!
E àqueles cujos navios de guerra
afundaram no mar!
E a todos os generais
das estratégias perdidas,
que foram todos heróis!
E ao sem número dos heróis maiores
que se conhecem!

3

Quem é que vai por aí
aflito, místico, nú?
Como é que eu tiro energia
da carne de boi que como?

O que é um homem, enfim?
O que é que eu sou?
O que é que vocês são?

Tudo o que eu digo que é meu,
vocês podem dizer que é de vocês:
de outro modo, escutar-me
seria perder tempo.

Não ando pelo mundo a lastimar
o que o mundo lastima em demasia:
que os meses sejam de vácuo
e o chão seja de lama
e podridão.

A gemer e acovardar-se,
cheio de pós para inválidos,
o conformismo pode ficar bem
para os de quarta categoria;
eu ponho o meu chapéu como bem quero,
dentro ou fora de portas.

Por que iria eu rezar?
Por que haveria eu de me curvar
e fazer rapapés?

Tendo até os estratos perquirido,
analisado até um fio de cabelo,
consultado doutores
e feito os cálculos apropriados,
eu não encontro gordura mais doce
do que a inserida em meus próprios ossos.

Em toda pessoa eu vejo a mim mesmo,
nem mais nem menos um grão de mostarda,
e o bem ou mal que falo de mim mesmo
falo dela também.

Sei que sou sólido e são,
para mim num permanente fluir
convergem os objetos do universo;
todos estão escritos para mim
e eu tenho de saber o que significa
o que está escrito.

Sei que sou imortal,
sei que esta minha órbita não pode
ser traçada
pelo compasso de um carpinteiro qualquer.
Sei que não passarei
assim que nem verruga de criança
que à noite se remove
com um alfinete flambado.

Eu sei que sou majestoso,
não vou tirar a paz do meu espírito
para mostrar quanto valho
ou para ser compreendido:
tenho visto que as leis elementares
jamais pedem desculpas.
(Eu reconheço que afinal de contas,
não levo meu orgulho
além do nível a que levo a minha casa.)

Existo como sou,
isso é o que basta:
se ninguém mais no mundo
toma conhecimento,
eu me sento contente;
e se cada um e todos
tomam conhecimento,
eu contente me sento.

Existe um mundo
que toma conhecimento,
e este é o maior para mim:
o mundo de mim mesmo.
Se a mim mesmo eu chegar hoje,
daqui a dez mil ou dez milhões de anos,
posso alcançá-lo agora bem-disposto
ou posso bem-disposto espetar mais.

O lugar de meus pés
está lavrado e ajustado em granito:
rio-me do que dizem ser dissolução
– conheço bem a amplitude do tempo.

4


O blablablá das ruas... rodas de carros
e o baque das botas e papos dos pedestres,
O ônibus pesado, o cobrador de polegar interrogativo,
o tinir das ferraduras dos cavalos no chão de granito.
O carnaval de trenós, o retinir de
piadas berradas e guerras de bolas de neve;
Os gritos de urra aos preferidos do povo...
o tumulto da multidão furiosa,
O ruflar das cortinas da liteira - dentro
um doente a caminho do hospital,
O confronto de inimigos, súbito insulto, socos e quedas,
A multidão excitada - o policial e sua estrela apressado
forçando passagem até o centro da multidão;
As pedras impassíveis levando e devolvendo tantos ecos,
As almas se movendo... será que são invisíveis
enquanto o mínimo átomo é visível ?
Que gemidos de glutões ou famintos que esmorecem
e desmaiam de insolação ou de surtos,
Que gritos de grávidas pegas de surpresa,
correndo pra casa pra parir,
Que fala sepulta e viva vibra sempre aqui...
quantos uivos reprimidos pelo decoro,
Prisões de criminosos, truques, propostas indecentes,
consentimentos, rejeições de lábios convexos,
Estou atento a tudo e as suas ressonâncias...
estou sempre chegando.

5

Eu sou o poeta do corpo
e sou o poeta da alma,
as delícias do céu
estão em mim
e os horrores do inferno
estão em mim
– o primeiro eu enxerto
e amplio ao meu redor,
o segundo eu traduzo
em nova língua.

Eu sou o poeta da mulher
tanto quanto o do homem
e digo que tanta grandeza existe
no ser mulher
quanta no ser homem,
e digo que não há nada maior
do que uma mãe de homens.

Canto o cântico da expansão e orgulho:
já temos tido o bastante
em esquivanças e súplicas,
eu mostro que tamanho
nada mais é do que desenvolvimento.

você já passou os outros,
já chegou a Presidente?
É pouco: até aí hão de chegar
e irão ainda mais longe.

Eu sou aquele que vai com a noite
tenra e crescente,
e invoco a terra e o mar
que a noite leva pela metade.
Aperte mais, noite de peito nu!
Aperte mais, noite nutriz magnética!
Noite dos ventos do sul,
noite das poucas estrelas grandes!
Noite silenciosa que me acena
– alucinada noite nua de verão!

Sorria, ó terra cheia de volúpia,
de hálito frio!
Terra das árvores líquidas e dormentes!
Terra em que o sol se põe longe,
terra dos montes cobertos de névoa!
Terra do vítreo gotejar da lua cheia
apenas tinta de azul!
Terra do brilho e sombrio encontro
nas enchentes do rio!
Terra do cinza límpido das nuvens,
por meu gosto mais claras e brilhantes!
Terra que faz a curva bem distante,
rica terra de macieiras em flor!
Sorria: o seu amante vem chegando!

Pródiga, amor você tem dado a mim:
o que eu dou a você, por tanto, é amor
– indizível e apaixonado amor!

(Walt Whitman - Song of Myself/ tradução Geir Campos)